O que dizer agora? Hoje é um dia daqueles, que os mais espirutualistas chamassem de ritual de passagem. Estamos sempre a terminar um grande etapa importante, e muitas perguntas, rondam nossas cabeças. Qual sentido de minha existência? Enfim estamos nesse misto de comemorações e questionamentos, sempre. É evidente que não tenhamos respostas, mais mesmo assim continuamos a fazer as perguntas. Uma coisa eu tenho certeza que é verdade. Já passei por alguns momentos bem difíceis, em que pude refletir bem. O que faz alguém feliz realmente? [...] Quando digo ser feliz, é ter uma relação com a vida coerente com suas crenças e ideias, com seus valores éticos, e ao mesmo tempo não perder a sensibilidade, não perder a capacidade de brincar e sonhar de ter esperança. Mas o que faz alguém feliz? Lembro-me que quando estive perto da morte, nunca tive medo de morrer, o que sentia era uma enorme saudade da vida. É como pegar um álbum de fotografias e relembrar os tempos de infância, da adolescência, dá primeira paixão? Talvez sim, talvez não. A primeira vez em que vi o mar, o mirante de uma bela montanha, aquele pôr-do-sol, o primeiro beijo de amor, o primeiro amor em si. O som da respiração de outra pessoa, aquela piada que me faz perder o folêgo, aquele poema escrito na noite de insónia, aquele ombro amigo que absorveu tantas lágrimas, aquela música, aquele filme. Lembro que chorava de tristeza por poder ter que deixar a vida, uma vida tão reclamada enquanto vivia, mas tão difícil de se abandonar. Foi nesse misto de saudade, orgulho, amor, raiva, paixão, fé, por ter tanta coisa boa pra se lembrar que concluí, que apesar dos pesares, a vida é bela sim... Nunca percam a sensibilidade e façam com que o álbum de suas vidas fiquem repletos de sentimentos. Dessa forma tenho certeza que vocês terão sido vencedores.
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